“DEMOCRACIA EM ANGOLA NÃO É AINDA A DESEJÁVEL”, AFIRMA SAPALO ANTÓNIO

O líder do projecto político Partido pela Verdade e Estabilidade para o Desenvolvimento (PVED), Sapalo António, em entrevista à TV8/F8, afirmou que a democracia em Angola não é a desejável ainda em todos os domínios.

Por Laplaine Brito

De acordo com o político, o regime democrático que se conquistou com todo esforço é bom, “mas vive bloqueado”, acrescentando que “precisamos de qualificá-lo para termos uma verdadeira democracia em Angola, e para isso acontecer, todos temos que nos sentir democráticos. A democracia reside e funda-se no humanismo”.

“O cidadão angolano deve sentir-se livre no exercício dos seus direitos fundamentais. E isso pode ser garantido quando o detentor do poder político for o primeiro a respeitar as regras do estado democrático e de direito”, frisou, referindo “ainda que as regras do jogo legal, devem ser de comprimento obrigatório por todos, primeira coisa é isso”.

Sapalo António manifestou também que o detentor do poder de qualquer país é o povo: “Nós não devemos usar o povo como status, nós devemos entender o povo como o dono do poder e que delega-nos em nome dele para nós o exercermos”.

“O cidadão tem que se sentir orgulhoso do seu país, e só pode se sentir orgulhoso do seu país, quando as regras do jogo são transparentes, humanas e quem as executa seja o primeiro medroso das mesmas”, considera Sapalo António.

Quanto ao tratamento dos cidadãos perante a lei, o líder do PVED alegou que “não existe tratamento igual, daí é que surgiu o PVED para preencher as lacunas que precisam de ser corrigidas. Todos os cidadãos deveriam sentir-se orgulhosos e tratados da mesma forma”.

Sobre o sistema eleitoral do país, o líder do PVED, contou que “este sistema não funciona como deveria ser de forma justa. Não se pode falar de um sistema justo enquanto as regras não são transparentes, as regras são controladas, a vontade do povo expressa nas urnas é desrespeitadas”.

“Precisamos requalificar o regime e mudar o sistema para um processo eleitoral que se ajuste aos fundamentos de uma verdadeira democracia e independente”, afirmou.

Sobre o seu Projecto, Sapalo António explicou que no princípio teve uma informação por parte de uma pessoa sénior que o mesmo preferiu não mencionar o nome de que o projecto não poderia passar na primeira fase, “usou-se a força para prejudicar, escolheram algumas províncias para falar das devidas assinaturas”.

“Se engana aquele que pensa que o actual regime é democrático. Portanto, é inconcebível um ser humano aceitar que um regime que lidera há 50 anos tenha novidades para oferecer ao país”, concluiu.

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